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Sinal de Alarme

 

 

 

Zé Luís C, Rui Dias Monteiro e lina & nando / Portugal / Instalação e Performance

A HISTÓRIA

Durante 365 dias seguidos, de 14 de Fevereiro de 2011 a 14 de Fevereiro de 2012, o José deixou uma flor que viajou clandestinamente com um aforismo no Sinal de Alarme da última carruagem da Linha Azul do Metropolitano de Lisboa. Cada crime foi registado com dia, hora e minuto. Em cada um foi associado um aforismo diferente no verso de cada bilhete. No interior estava uma carta de amor com um apelo secreto. Algumas cartas tiveram resposta. Foram cartas de amor anónimas e escritas à mão. Tudo em Lisboa. No último dia houve o desafio para que mais fizessem o mesmo. O ‘Sinal de Alarme’ ultrapassou as fronteiras da cidade e do metro: num comboio em Madrid, numa bicicleta em Aveiro, na casa de banho de um avião a caminho de Londres, nos transportes urbanos de Braga, num campo no Chile e na segunda linha de metro mais antiga do mundo em Budapeste, proclamada Património da Humanidade. Tudo no dia do crime #365.

PERFORMANCE

O caminho para esta viagem faz-se agora na estação dos ANJOS. ‘Sinal de Alarme: os crimes e as cartas’ é uma performance / instalação que convida o público a viajar pelo universo desta história.  “O acto de parar, sentar, pensar, pegar na caneta e começar a desenhar as letras é importante. O Sinal de Alarme é mesmo uma paragem. (…) Se accionares o sinal de alarme no metro, ele pára. As cartas são isso: parar para avançar.

INSTALAÇÃO

“Amo o infinito porque só há certeza do início.” No Next Stop, o ‘Sinal de Alarme’ reúne as palavras de amor que viajaram na linha Azul numa instalação visual nas colunas de cimento da plataforma norte da estação do Intendente. 

Concepção, criação e interpretação: Zé Luís C
Apoio à criação: Rui Dias Monteiro
Criação da Instalação Artística/Design: lina & nando

Links

facebook.com/sinaldealarme

Bio

Zé Luís C

É investigador no Colectivo MEIA DÚZIA DE OITO onde é também actor, performer e formador nos projectos de arte e comunidade. Foi sócio-fundador da Associação Cultural SOU onde foi actor na SOU Companhia. Actualmente é mestrando em Teatro na Especialização Teatro e Comunidade na ESTC. Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, trabalha na Direcção de Comunicação da Companhia Nacional de Bailado.

Paralelamente à formação académica sempre esteve ligado ao teatro e ao associativismo através da realização de cursos, workshops e espectáculos onde pôde trabalhar com vários profissionais desta área destacando como influências no seu trabalho: Madalena Victorino, João Mota, Marta Silva, Vânia Rovisco, Andreia Macedo, Félix Lozano, Miguel Moreira, Fernanda Lapa, Inês Barahona, Eugénia Vasques, David Antunes, Luca Aprea, Miguel Seabra, Claudio Hochman, Ana Tamen, Vanda Melo, João Negreiros, Maria Repas, Isabel Campelo, entre outros.

É criador e performer no Teatro Riscado e leitor nas Terças de Poesia Clandestina. É minhoto e vive em Lisboa desde 2009. Foi autor do projecto Sinal de Alarme.

Lina&nando

Lina&nando é uma dupla multidisciplinar que trabalha palavra e imagem (redacção e design gráfico/direcção de arte).
Sediados no Porto durante 10 anos, actualmente vivem e trabalham em Paredes de Coura;
desenvolvem a sua colaboração nas áreas da comunicação institucional, edição literária
e produção de conteúdos.
lina&nando são Carolina Lapa e Luís Nobre.
Fundadores da editora Flop e do espaço cultural A Sede; colaboradores regulares
da Público Reservado e da Flanzine. Responsáveis, durante 5 anos, pela comunicação
gráfica das “Leituras do Gato Vadio” – entretanto extintas.

Rui Dias Monteiro

Nasceu em 1987 (Castelo Branco, Portugal). Vive em Lisboa e São Paulo.

Trabalha como artista visual desde 2004, recorrendo a escrita, fotografia, desenho e vídeo. Participou em diversas exposições e publicações. Entre outros, publicou os livros “Sob cada erva” (STET, 2014), “Fazer fogo à noite” (não edições, 2014) e “Reunião de pedras” (não edições, 2018).

Concluiu em 2008 o Curso Avançado de Fotografia e Projecto Individual no Ar.Co (bolseiro BES em 2006/2007); e em 2016 a Pós-Graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Recebeu em 2016 o Prémio BF16 – Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira.

Em 2017 vai para São Paulo e participa no programa de residência artística da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian; e em 2019 é artista residente no Pivô Pesquisa. Ainda em 2019, integra o Centro de Pesquisa Teatral (CPTzinho) dirigido por Antunes Filho no Sesc Consolação.

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